(via romanteios)
És o tipo de homem que só devia ter aparecido na minha vida depois de várias quedas. A minha juventude procurava um amor que antes não me poderias dar mas que agora consegues oferecer - não porque tu mudaste mas porque eu descobri que ter-te perdido não passou de um erro. Escolher deixar-te não passou de um acto ingénuo pois acreditava que os homens teriam um coração tão bom como o teu mas, a partir do dia que decidi largar-te, entendi que o mundo está cheio de corações vazios que deixaram o meu oco. Deixar-te foi o meu maior erro, aquele que carrego em todas as cicatrizes que os novos amores me deram sem o meu consentimento.
E hoje, por ironia do destino, por mais que eu suplique em silêncio para que tu voltes, eu sei que não há possibilidade de regressos. Tu também mudaste e agora, talvez, eu não consiga dar-te o amor que queres receber. Somos almas gêmeas enganadas pelo tempo - valorizaste-me enquanto dávamos as mãos e eu valorizo-te agora, quando só há distância entre nós.
Tenho às costas as crostas das falhas e das desilusões que me arrancaram a alma e carrego, também, a certeza que se tivesse ficado a teu lado estava imune ao sofrimento que se tornou parte de mim. A pior dor que se pode sentir é de entendermos que perdemos o amor das nossas vidas porque o relógio estava avariado e porque precisávamos de crescer para entender tal realidade. A teu lado, amei-te da melhor forma que consegui mesmo sabendo que não era perfeita nem aquela que merecias mas hoje, quando já nem te vejo nem te tenho, amo-te como te devia ter amado desde o início, amo-te por saber, tarde e infelizmente, que és o homem da minha existência. Prometo-te, se um dia, por milagre, quiseres ser meu de novo, eu serei inteiramente tua, sem dúvidas e com todo o amor que sempre te devia ter dado.
